Chuveiro Lorenzetti Top Jet eletrônico

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    Desmontei esse chuveiro meu e o troquei porquê comparando com outros de mesma potência ele não aquecia tanto quanto os outros, depois de trocar desmontei pra ver o que tinha nele.
   


    A parte eletrônica é velha conhecida, um circuito que muda a tensão rms na resistência por meio de alteração do ângulo de condução de um triac, mesmo circuito encontrado em dimmer.
    O triac troca calor com a água do chuveiro que passa na tubulação, e dessa forma a temperatura é reduzida, sem uso de nenhum dissipador.
    Ao verificar o código do triac, um BTB24-400 notei algo estranho, como poderiam ter colocado um triac para, no máximo 25A rms num chuveiro que deveria consumir 43A para os 5500W do chuveiro em 127V?


    Fui então medir o valor da resistência no chuveiro com multímetro a 4 fios.


   Encontrei um valor de resistência de 11,836 ohms, que fazendo as contas para 127V, chegamos na potência real de 1330W (adotando 3V para queda de tensão no triac), esse valor corresponde a apenas 24% do declarado na especificação de 5500W.
   Refazendo a conta para 220V, obtemos a potência de 4033W, muito mais próximo à potência desse mesmo chuveiro quando comprado para 220W (4400W).
   Uma coisa é fato, esse chuveiro não aquece o que declara em sua embalagem, por enquanto não se pode afirmar se esse é um erro de fabricação isolado ou não. 

  


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Desmontagem do cabo Xilinx DLC4 ou XChecker

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   Esse post fala do cabo DLC4, conhecido por XChecker dentro dos programas da Xilinx, ele é serial, tem interface JTAG e serial para configuração de FPGA, o cabo é muito interessante, porém todos os softwares Webpack do fabricante, a partir da versão 4 já não suportam mais essa interface de programação.

   Para usá-lo, é necessário uma porta serial real, e o Webpack mais antigo que essa versão, ou então o software ainda mais velho, da linha Foundation.

   Abrindo, nota-se que a placa é bem densa, de um lado há uma ram estática de 128kB, como na foto:


   Já do outro lado, há um FPGA da Xilinx, linha XC3000 esta já descontinuada, este FPGA é da segunda linha que foi lançada, vale a pena lembrar que o FPGA como conhecemos foi criado pela Xilinx, da já extinta linha XC2000.

   O XC3042, é um FPGA que não possui memória de configuração não volátil interna (como a grande maioria), sendo RAM, um dos métodos mais usuais de se usá-lo em circuitos é com o uso de uma memoria de configuração, nesse caso é a XC1736, logo acima do FPGA, verifica-se que ele é ROM, mas, esta não é a única forma de se configurar essa linha em específico, sendo comum o uso de memórias EPROM nessa época, notamos que nesse caso, houve uma preferência lógica por soluções em circuitos integrados do próprio fabricante.



   Também há um LT1281, este muito similar ao MAX232, porém com menor consumo de energia e exigindo capacitores menores, o consumo baixo é algo muito importante nessa aplicação, já que a alimentação vem do próprio circuito a ser conectado.
  
    Mas qual a real necessidade de uma RAM e um FPGA num cabo desses? A resposta é que além das operações corriqueiras como programação e configuração, esse cabo também pode ler os estados do dispositivo em teste, além de gerar pulsos de clock especificados para finalidades de diagnósticos dos circuitos internos ao FPGA sendo testado, logo este não é somente um dispositivo para programação.

    É isso aí pessoal! Comentem, não custa nada!
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